/poesia enlatada/
Ruivamando na Caixa d'Água
Um degradê
dentro do lúgubre infinito
Do branco ao preto ao branco
E laranja (com fios loiros esquecidos)
Olhos verdes jamais vistos
Assistindo à esquerda apagada da noite
Esmaecida, esquecida; bonito
Te querendo (das 3 às 5)
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Ruivamando na Caixa d'Água
Postado por
Giuu
às
17:04
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
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Poesia
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sábado, 20 de outubro de 2012
Querido Meu Nunca, (parte 1)
Postado por
Giuu
às
10:06
sábado, 20 de outubro de 2012
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Prosa,
Querido Meu Nunca
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/querido meu nunca/
Querido Meu Nunca, (parte 1)
Querido meu nunca,
Parte de mim quer dizer adeus, mas
parte de mim ainda quer tentar. Presa em palavras jamais proferidas,
perdoe-me por ter me engasgado e sufocado com o som do silêncio que emanou de
nós. Ô menino, vê e diz que vai voltar quando acabar tua volta pelos confins
desse mundo, quando as luzes das cidades se apagarem, quando o som não mais te
encantar e tua mente ensurdecer. Ô menino, volta pra casa. Cansei de ter-te ao
meu lado sem saber se sente meus abraços e afagos, se os beijinhos e os
carinhos trocados ainda são revividos, sem saber se entre paredes e sofás tua
imaginação ainda voa intensa como as mãos percorreram uma vez. Se só mandar
bilhetes não funcionar, fique bem longe, fique bem. Gosto demais de você pra
não fazer parte da minha vida, e sofrer por vento vai dos ares até o nada, e o
coração que dói é derramado em vazio. Cai em forma de poesia.
Contudo, só suma se souber que te
amo de mentirinha.
As luzes da cidade ainda brilham?
Aqui as estrelas que já morreram ainda reluzem, e o tempo que corre ainda anda
devagar demais. Por vezes demais me pergunto como você está, onde anda, se anda
bebendo, se começou a fumar, se ainda se esgueira pelos cantos da noite com
várias ‘elas’, se ainda tem aquele sorriso-malícia naquela expressão com olhos
oblíquos e o rosto que grita: garota, vou quebrar seu coração! Não sou do tipo
nostalgia, mas hoje na rua vi nós dois caminhando há um tempo atrás, quando
tudo começou com um sussurro sapeca e acabou com um adeus mal acabado. No meio
dessa história você era gravidade que flutuava pelas manhãs e pelas tardes; e
às noites, às noites mergulhava em um mar de som e tudo, uma música misteriosa
que cativava e conquistava o seu redor; e eu era uma bailarina dançando e
fazendo piruetas pelo seu labirinto, uma equilibrista segurando travessias por
cima de muros e por baixo de túneis, um sorriso ingênuo brilhante como o sol
que dava ritmo ao teu som. Foge comigo, devolve o meu ritmo, o que pegou
emprestado e faz a tua batida virar música de novo. Vê se ainda tá chovendo,
que se estiver, a gente se molha.
Como resposta tua não quero mudez.
Não quero ser ignorada, menino da cidade. O silêncio já se faz presente todos
os dias e não é o som que quero ouvir, porque aqui dentro tá apertado, minha
cabeça está me comendo inteira e o coração vai batendo num compasso estranho.
Desacredito do teu nada, porque temo que estejas certo. Mas oh, Deus! Sei que
sou enganadora, vivo me enganado por qualquer coisa. Oh, Deus! Sei que sou
mentirosa, vivo mentindo para o espelho por qualquer coisa. Por você. Será que
você lê meus olhos e entende que nas minhas muralhas tem uma porta secreta, que
balança atrás de (nós)(ti)? E como uma bala você aparece de repente me empurrando e
trazendo à tona num segundo o que levei um ano para trancar à oito chaves, só
para depois sumir como um fantasma. Não faz isso de brincar de ser real,
garoto. Não faz que dói. Não faz que eu aturo, pois por você sou uma tola, uma
boba, uma ingênua inexperiente que se deixa levar. Teu tudo me encanta, me
fascina e me assusta. Fico à deriva por não achar esconderijo, (mal)fingindo que você
foi só um qualquer um.
Saiba que se algum dia se sentir
acuado pelo som da vida e pela luz dos carros, ainda tenho teu colar com o meu
nome, e espero ao pé da porta com os braços abertos, o coração na boca, o
relógio vagaroso ali do lado.
Os que têm sentido na cabeça
disseram que era hora de deixá-lo ir, sair de mim. Acho que sim. Estamos sós
agora, não estamos? Só não sabem que eu não tenho sentido na cabeça. Ela foi
ocupada por um som que só aumenta, só aumenta, mais doce que paraíso e mais quente que o Sol, eu jurava ouvia-o também. Afinal,
não é possível voar sem asas e cantar sem voz, então por que deveria deixá-lo
sumir de mim? Deixa teu fantasma ficar, mesmo que acabes se apaixonando pelas
musas cidade. Só te peço que não se conforme com pouco e abandone os sonhos que
sei que tem.
Ô menino, vê se não esquece de mim,
que eu ainda estou aqui, sentadinha no pé da porta, com o relógio estragado e o
coração sem compasso.
Assinado, sinceramente sua.
sábado, 29 de setembro de 2012
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Sinceramente, (falsa parte)
Postado por
Giuu
às
16:35
terça-feira, 25 de setembro de 2012
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/poesia enlatada/
Sinceramente, (falsa parte)
Sou toda sua, sim
[Só não posso esquecer de cuidar de mim]
Beijos relaxados na manhã sem fim
Assistindo raiar um céu carmesim
Fumaça de nuvem cobre teu corpo
Canção de ninar que enaltece a música do nada
Oh, como persiste este amor morto
Calor que gela a alma queimada
[De saudade]
Por dentro, corrói
Verdade que foi, podia ser, não será
[Jamais será]
E tudo vai, o peito que cai, a alma que dói
Ai!
Te quero menos a cada vez que quero mais
Se prorroga a tortura mentirosa
Te quero mais a cada vez que vais
[Imaginação fluente]
Encontro alento em suas mentiras
[na verdade, minhas]
Que erro mais bonito
Esse que fizemos de carícias
Desalmadas, pesadas pesarosas
Beijos borboleteantes, como cítaras suaves suaves
Teu eu, voz dengosa
[Com gosto de chocolate e Coca-Cola]
Céu azul, noite clara em sombras graves
Coisa linda esse brincar de ser
[Não ser]
Sobrou carinho, afago, mundo girou, girou
Lembrem-se da corrida finita, acabou 'querer'
Teu tudo é Tão teu
Meu tudo é Tão tudo
[Meu nada é Tão teu]
[Eu meu é Tão você]
[Tão Tua, São sua por inteira]
O nada restou por demais
Acabou e pelo nada
Pelo nada
Chorare. (Ponto em formato de lágrima)
Sinceramente, (falsa parte)
Sou toda sua, sim
[Só não posso esquecer de cuidar de mim]
Beijos relaxados na manhã sem fim
Assistindo raiar um céu carmesim
Fumaça de nuvem cobre teu corpo
Canção de ninar que enaltece a música do nada
Oh, como persiste este amor morto
Calor que gela a alma queimada
[De saudade]
Por dentro, corrói
Verdade que foi, podia ser, não será
[Jamais será]
E tudo vai, o peito que cai, a alma que dói
Ai!
Te quero menos a cada vez que quero mais
Se prorroga a tortura mentirosa
Te quero mais a cada vez que vais
[Imaginação fluente]
Encontro alento em suas mentiras
[na verdade, minhas]
Que erro mais bonito
Esse que fizemos de carícias
Desalmadas, pesadas pesarosas
Beijos borboleteantes, como cítaras suaves suaves
Teu eu, voz dengosa
[Com gosto de chocolate e Coca-Cola]
Céu azul, noite clara em sombras graves
Coisa linda esse brincar de ser
[Não ser]
Sobrou carinho, afago, mundo girou, girou
Lembrem-se da corrida finita, acabou 'querer'
Teu tudo é Tão teu
Meu tudo é Tão tudo
[Meu nada é Tão teu]
[Eu meu é Tão você]
[Tão Tua, São sua por inteira]
O nada restou por demais
Acabou e pelo nada
Pelo nada
Chorare. (Ponto em formato de lágrima)
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Ribeirinho da Beira do Rio
/poesia enlatada/
Ribeirinho da Beira do Rio
Ribeirinho da Beira do Rio
Diz aí,
ribeirinho,
como é morar
na beira do rio
ver voarem as
aves
as névoas
nuvens nadando em nada.
Azul.
Flutuar,
nascente à foz,
Saído do
mágico início, abençoado seja.
Fadado a
findar na ínfima foz,
Grandiosa foz.
Rema rema,
rema, remador
Vai-se embora
pelos rios
cantando as
correntezas, águas sujas
Peixes boiando
em sua juba, Xis Xis
Teu Sol se põe
em sangue
Da vida que
uma vez era, das cheias
agora tão
vazias. Lagos,
poças.
Vermelhas.
Querida Vida,
tão linda
tão viva, de
linhas e círculos
e todas as
formas,
a mais bela
paisagem
Morta.
Para publicar poesia em prosa.
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Por que não postar uma foto?
Porque a escrita vem da alma, não da aparência. Então, que diferença faz?
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