terça-feira, 25 de setembro de 2012

Sinceramente, (falsa parte)

terça-feira, 25 de setembro de 2012
/poesia enlatada/

Sinceramente, (falsa parte)

Sou toda sua, sim
[Só não posso esquecer de cuidar de mim]
Beijos relaxados na manhã sem fim
Assistindo raiar um céu carmesim

Fumaça de nuvem cobre teu corpo
Canção de ninar que enaltece a música do nada
Oh, como persiste este amor morto
Calor que gela a alma queimada
[De saudade]

Por dentro, corrói
Verdade que foi, podia ser, não será
[Jamais será]
E tudo vai, o peito que cai, a alma que dói

Ai!
Te quero menos a cada vez que quero mais
Se prorroga a tortura mentirosa
Te quero mais a cada vez que vais
[Imaginação fluente]

Encontro alento em suas mentiras
[na verdade, minhas]
Que erro mais bonito
Esse que fizemos de carícias

Desalmadas, pesadas pesarosas
Beijos borboleteantes, como cítaras suaves suaves
Teu eu, voz dengosa
[Com gosto de chocolate e Coca-Cola]
Céu azul, noite clara em sombras graves

Coisa linda esse brincar de ser
[Não ser]
Sobrou carinho, afago, mundo girou, girou
Lembrem-se da corrida finita, acabou 'querer'

Teu tudo é Tão teu
Meu tudo é Tão tudo
[Meu nada é Tão teu]
[Eu meu é Tão você]
[Tão Tua, São sua por inteira]
O nada restou por demais
Acabou e pelo nada
Pelo nada
Chorare.           (Ponto em formato de lágrima)

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