Ribeirinho da Beira do Rio
Diz aí,
ribeirinho,
como é morar
na beira do rio
ver voarem as
aves
as névoas
nuvens nadando em nada.
Azul.
Flutuar,
nascente à foz,
Saído do
mágico início, abençoado seja.
Fadado a
findar na ínfima foz,
Grandiosa foz.
Rema rema,
rema, remador
Vai-se embora
pelos rios
cantando as
correntezas, águas sujas
Peixes boiando
em sua juba, Xis Xis
Teu Sol se põe
em sangue
Da vida que
uma vez era, das cheias
agora tão
vazias. Lagos,
poças.
Vermelhas.
Querida Vida,
tão linda
tão viva, de
linhas e círculos
e todas as
formas,
a mais bela
paisagem
Morta.
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