sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Ribeirinho da Beira do Rio

sexta-feira, 14 de setembro de 2012
/poesia enlatada/

Ribeirinho da Beira do Rio

Diz aí, ribeirinho,
como é morar na beira do rio
ver voarem as aves
as névoas nuvens nadando em nada.

Azul.

Flutuar, nascente à foz,
Saído do mágico início, abençoado seja.
Fadado a findar na ínfima foz,
Grandiosa foz.

Rema rema, rema, remador
Vai-se embora pelos rios
cantando as correntezas, águas sujas
Peixes boiando em sua juba, Xis Xis

Teu Sol se põe em sangue
Da vida que uma vez era, das cheias
agora tão vazias. Lagos,
poças.

Vermelhas.

Querida Vida, tão linda
tão viva, de linhas e círculos
e todas as formas,
a mais bela paisagem

Morta.

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