domingo, 17 de fevereiro de 2013

Ideias de papel e megafone

domingo, 17 de fevereiro de 2013 0 comentários
Quando a boca assopra, é para tornar o pó distante. Quando a boca fala, o pó tremeluz e se desfalece até se unir ao nada.
Que venha o novo e que venha o mais.


N/A: se der tempo, certo e empenho, logo tem coisa nova. ou não.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Soneto 116

terça-feira, 18 de dezembro de 2012 0 comentários
Shakespeare


De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfanje não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma, para a eternidade.
Se isto é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.


(Escrito por Shakespeare, aqui enchendo linguiça)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Dicionário 2º Infinitivo

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012 0 comentários
/poesia enlatada/

Dicionário 2º Infinitivo


Só se conhece o certo quando vira errado
E sabe se foi real após vê-lo partir
Para longe ou para o outro lado.
.Acaba quando o resto faz apenas ferir,
quando até o Sol vira acinzentado.
Sentimentos são passadas na areia
Eternamente sendo levados pelo tempo
Ou apagados pelo mar à lua cheia
Atrás dos que caminham exalando desalento.
Mar este que faz sofrer demais
Reflete as cores em branco-e-preto
De suas lamúrias, lágrimas faz.
.Elas arrebentam na praia e resplandecem em verso.
Com suas palavras, você chora seu contorno,
e com os sons, compõe uma orquestra de toques
no violão, no sonho
em lugares que não esquece.
Eis que, ao horizonte,
meio de relance,
assiste ao que fugiu pra longe
Meio numa hipnose, sem conseguir sair do transe
Os olhos não querem desviar
E assim descobre onde era ‘lar’.
E aprende que era
amor
Quando, ao longe, alguém fala o nome
E você só fica a escutar.
.Sente que dói.
Afinal,
dor
é estar à deriva
no profundo oceano negro
Ter na mão uma corda que te puxa até a borda,
todavia, a mente manda afundar em desespero.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Ode ao Amor Mórbido

sábado, 1 de dezembro de 2012 0 comentários
/poesia enlata/

Ode ao Amor Mórbido

Há tanto estou cansada
Só quero não ter que te querer aqui
Queria não querer nada
Quem sabe, saber sentir

Há tanto, de desejos e vontades,
Estou tão nua
Mas tudo bem, até o Sol
Sente saudade de sentir a Lua 
E o pássaro quer sair da jaula 

Quem dera eu fosse pássaro a voar 
Essa distância mundo não seria mais 
Quem dera você fosse menos Sol 
E eu fosse menos Lua 
Não seria como é, lindo Rouxinol 
Ver-te queima, machuca 
Quem dera eu fosse menos terra 
E você fosse menos mar 
Não teria toda essa maré de espera 
Esse querer te ver e não encontrar 

Mas é assim que o mundo gira 
É assim que a maré vira
O Sol não parará de queimar 
O pássaro não voltará a voar 
E eu não posso vencer o espaço 
Nem sentir de novo 
Nem querer(-te) 
(te-) beijar

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Vento no Litoral - Renato Russo & Cássia Eller

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Partida (não falada)

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/poesia enlatada/

Partida (não falada)

Ah, por ti me apaixonei
Teus olhos, teu cabelo, tua paz
Amar de amor doado - não foi
Desse jeito não amo mais
Apesar de tudo
Não me trouxeste as cores que o mundo
faz
Que só ele traz
E dele quero um pouco mais
Meus sentimentos te repudiam, inexoráveis como um escudo
Preciso seguir de você, fiquei demais
Meu barco de papel solta vela
E saio logo desse cais.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Ruivamando na Caixa d'Água

quarta-feira, 24 de outubro de 2012 0 comentários
/poesia enlatada/

Ruivamando na Caixa d'Água

Um degradê

dentro do lúgubre infinito
Do branco ao preto ao branco
E laranja (com fios loiros esquecidos)

Olhos verdes jamais vistos

Assistindo à esquerda apagada da noite
Esmaecida, esquecida; bonito
Te querendo (das 3 às 5)
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