sábado, 1 de dezembro de 2012

Ode ao Amor Mórbido

sábado, 1 de dezembro de 2012
/poesia enlata/

Ode ao Amor Mórbido

Há tanto estou cansada
Só quero não ter que te querer aqui
Queria não querer nada
Quem sabe, saber sentir

Há tanto, de desejos e vontades,
Estou tão nua
Mas tudo bem, até o Sol
Sente saudade de sentir a Lua 
E o pássaro quer sair da jaula 

Quem dera eu fosse pássaro a voar 
Essa distância mundo não seria mais 
Quem dera você fosse menos Sol 
E eu fosse menos Lua 
Não seria como é, lindo Rouxinol 
Ver-te queima, machuca 
Quem dera eu fosse menos terra 
E você fosse menos mar 
Não teria toda essa maré de espera 
Esse querer te ver e não encontrar 

Mas é assim que o mundo gira 
É assim que a maré vira
O Sol não parará de queimar 
O pássaro não voltará a voar 
E eu não posso vencer o espaço 
Nem sentir de novo 
Nem querer(-te) 
(te-) beijar

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