/poesia enlata/
Ode ao Amor Mórbido
Há tanto estou cansada
Só quero não ter que te querer aqui
Queria não querer nada
Quem sabe, saber sentir
Há tanto, de desejos e vontades,
Estou tão nua
Mas tudo bem, até o Sol
Sente saudade de sentir a Lua
E o pássaro quer sair da jaula
Quem dera eu fosse pássaro a voar
Essa distância mundo não seria mais
Quem dera você fosse menos Sol
E eu fosse menos Lua
Não seria como é, lindo Rouxinol
Ver-te queima, machuca
Quem dera eu fosse menos terra
E você fosse menos mar
Não teria toda essa maré de espera
Esse querer te ver e não encontrar
Mas é assim que o mundo gira
É assim que a maré vira
O Sol não parará de queimar
O pássaro não voltará a voar
E eu não posso vencer o espaço
Nem sentir de novo
Nem querer(-te)
(te-) beijar
sábado, 1 de dezembro de 2012
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